2º passo da Série: Quero reformar minha casa sozinho(a)


Olá pessoal, tudo bem? Estamos de volta com a série: Como reformar a casa sozinho (a), e hoje, viemos falar um pouco sobre Revestimentos numa pequena Introdução sobre o assunto.
No primeiro Post da série – Quero Reformar minha casa sozinha (o)! 1ºPasso? Planejamento!, decidimos conversar bem abertamente sobre o planejamento de uma reforma. Para algumas pessoas, reformar pode parecer complexo, já para outras, reformar é dar asas à imaginação e de certa forma, um divertimento. Porém, quando você planeja, e põe ordem nas coisas (sejam elas quais forem, pois o planejamento ajuda bastante no nosso dia a dia), as coisas acabam saindo bem melhor do que a gente espera.

Pois bem. Como já falamos anteriormente, o primeiro passo antes de você sair pesquisando sobre decoração, móveis e acabamentos para a sua casa ou apartamento, é começar e terminar a base dessa reforma. E depois de construir ou demolir paredes, criar espaços e ambientes, é a vez de pesquisar sobre os revestimentos para essas áreas.

No mercado, existem uma infinidade de revestimentos com determinadas exigências de usos, áreas e aplicações. Mas antes, e quem sabe seja o principal fator para que tudo saia alinhado na hora de aplicar esse material, é hora de procurar um profissional qualificado para esse setor. Piso não é porcelanato, assim como pastilha não é papel de parede. Ou seja, você não encontrará um único profissional que faça tudo isso.

Normalmente, as empresas que vendem revestimentos, oferecem cursos para assentamento, aplicação, colocação desses materiais. E, você pode conseguir a indicação de ótimos profissionais. Cabe lembrar que, na hora de pesquisar, pergunte ao número máximo de pessoas por indicações ou obras, e pergunte se existe a possibilidade de ver esses trabalhos, para você conferir de perto o serviço e não se arrepender depois.

Depois disso então, passamos aos Revestimentos. Vem com a gente!

O revestimento de pisos e paredes é o primeiro elemento compositivo escolhido e aplicado no ambiente. Conferindo a este espaço a conduta pensada e idealizada pelo designer ( no caso, você), como um reflexo do seu desejo e das expectativas dos possíveis usuários.

ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS NA ESPECIFICAÇÃO

A escolha do material deve ser influenciada por fatores técnicos e estéticos, numa comunhão em busca de um resultado satisfatório para o cliente e para a concepção do espaço.

CRITÉRIOS FUNCIONAIS

1. Segurança – Basicamente contra fogo, derrapagem, manchas;

2. Conforto – térmico, acústico, luminotécnico, visual, sonoro;

3. Durabilidade – garantia do estado do material sem uma troca necessária antes do fim da vida útil;

4. Resistência ao uso – garantia das características do material durante sua vida útil;

5. Facilidade de limpeza, manutenção e reparo.

CRITÉRIOS ESTÉTICOS

1. Cor;

2. Textura;

3. Brilho;

4. Padronagem;

5. Rusticidade;

6. Dimensões – tamanho e forma;

CRITÉRIOS FUNCIONAIS

1. Aquisição;

2. Instalação / montagem;

3. Transporte;

4. Vida útil e durabilidade;

5. Manutenção, limpeza, reparos e substituição.

TIPOS DE MATERIAL

Os revestimentos podem ser separados em dois tipos, de acordo com o estado físico no momento da aplicação:

1. DUROS:

Cerâmica

Porcelanato

Ladrilho Hidráulico

Madeira Maciça

Laminados

Pedra Natural

Mármore

Granito

Marmoglass

Vidro

2. MACIOS / MALEÁVEIS:

Fibras sintéticas ou naturais para carpetes e tapetes

Tinturas Placas plásticas (plurigoma, paviflex)

Papel

Vinílicos

Cimentados

Os revestimentos são aplicados para proteção das superfícies. Podem ser colocados no piso e nas paredes – apenas na extremidade inferior (rodapé), em meia altura (meia parede) e em toda extensão. Sob o vão das portas, encontramos as soleiras que fazem a transição de materiais entre ambientes.

ASPECTOS TÉCNICOS

Para uso adequado em cada ambiente, na escolha do material devemos observar os aspectos descritos abaixo. Nos materiais sintéticos e industrializados é mais fácil obter estas informações, por conta dos estudos e dos índices existentes para uso e fabricação destas peças. Nos materiais naturais, como pedras, a ausência de índices específicos pode ser compensada por informações mais genéricas sobre o material.

1. Resistência ao Tráfego

Capacidade da superfície do material resistir à abrasão, isto é, resistir aos riscos gerados pelo pisoteio durante o uso, mantendo suas características. Nas cerâmicas, esta resistência é medida pelo índice PEI. Os materiais com superfícies polidas e brilhantes estão mais suscetíveis ao desgaste causado pelo tráfego, em áreas com fluxo intenso devemos dar preferência a materiais com acabamento fosco ou semipolido, aqueles com brilho podem ser usados desde que recebam produtos para prolongar sua resistência e evitar estragos.

2. Resistência Química

Capacidade da superfície do material resistir às substâncias e manchas. Para tal, tratamentos químicos e mecânicos são dispensados às superfícies para torná-las impermeáveis e dificultar a absorção de produtos que possam comprometer o aspecto das peças. Materiais como Porcelanato, por exemplo, estão propensos à manchas e devem ser evitados em ambientes sujeitos a muitas substâncias, caso sejam utilizados em pisos de cozinha e banheiro recomenda-se o uso de produtos que protejam a superfície e que nódoas sejam limpas o mais rápido possível.

3. Resistência Mecânica

Capacidade das peças resistirem às cargas aplicadas sobre elas, evitando à ruptura ou deformação delas. A espessura das peças e o processo de fabricação do material, no caso dos sintéticos, são fatores condicionantes da resistência mecânica dos mesmos.

4. Absorção de água

Capacidade do material absorver líquidos, principalmente água. A habilidade da absorção do material está diretamente ligada à necessidade de evitar a formação de poças nos ambientes, como áreas de lazer, piscinas e banheiros. A capacidade de absorção é a permeabilidade assistida do material, isto é, o trânsito lento e gradual de líquidos sem a possibilidade de infiltrações.

5. Atrito

Capacidade da superfície do material evitar derrapagens. Para tal, a superfície deve ter rugosidade adquirida no processo de fabricação ou através do desgaste por procedimentos químicos ou mecânicos. Em granitos, por exemplo, são utilizados artifícios como jateamento ou apicoamento para desgastar a face exposta do material e atribuir rugosidade às peças.

6. Tamanho

A dimensão das peças predefinidas ou o corte das peças definidas pelo projetista, na intenção de privilegiar a proporção do espaço disponível para aplicação e evitar cortes desnecessários e o desperdício do material. Assim, para espaços menores, recortados e irregulares as peças menores serão mais adequadas. E para espaços mais extensos, as peças maiores significarão amplitude e menos rejuntamento.

Fonte: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFBP

Como essa parte de Revestimentos é bastante grande, resolvemos dividí-lo em partes, e no próximo post, explicaremos quais as particularidades de cada material, sua melhor usabilidade e aproveitamento.

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Entre em contato conosco através do nosso email: [email protected], e nos diga quais assuntos vocês esperam ver por aqui nos próximos posts.

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