Cunha/SP: paraíso das cerâmicas


A cidade de Cunha, é o local mais criativo de cerâmica de alta temperatura do país. Os ceramistas da cidade, usam da técnica Noborigama – arte milenar japonesa – que transforma o barro em pedra, em fornos que chegam a atingir 1.350ºC.

Toda essa arte, foi plantada na cidade por volta de 1975, por um grupo de ceramistas (portugueses, brasileiros e japoneses), alguns desses, com especialização no Japão.

Alguns fatores foram primordiais para a escolha dessa cidade, entre eles a qualidade e variedade de argila, o clima ideal para se trabalhar com argila e até mesmo a beleza do lugar, que incentiva a criatividade. A existência de eucalipto reflorestado para a utilização como lenha para os fornos, evitou-se também que a mata natural fosse destruída para o surgimento da atividade. Afinal, a natureza não precisa morrer para a arte nascer.

O município se situa entre as duas maiores metrópoles brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo, o que facilita ainda mais sua comercialização para o resto do país.

O Matadouro Municipal, foi cedido pela prefeitura para que fosse instalado um ateliê, que funcionou até 1983, e que hoje encontramos a casa do Artesão.

Voltando à história da cerâmica local, o grupo original de ceramistas, era liderado por Alberto Cidraes – arquiteto e ceramista – e pelo casal de japoneses Toshiyuki e Mieko Ukeseki. Outro casal que se incorporou ao grupo, foi Gilberto Jardineiro e Kimiko Suenaga, isso em 1985.

Alguns jovens cunhenses se entusiasmaram e viraram aprendizes. Hoje, são os ceramistas profissionais Leí Galvão e Augusto Almada (que trabalham juntos) e Luiz Toledo.

 São cinco ateliês que utilizam a técnica Noborigama. Mais recentemente, instalaram-se em Cunha outros ceramistas que utilizam técnicas diversas: Clélia Jardineiro, Sandra Bernardini, JC Carvalho, Zahiro e Gitika.

 E no final de 2002, retornou o pioneiro da cerâmica Noborigama em Cunha, o arquiteto português Alberto Cidraes, depois de uma ausência de 16 anos. Neste período trabalhou como design gráfico no Japão. E recentemente reinstalou seu ateliê na cidade. Assim, os únicos remanescentes do grupo original são Alberto Cidraes e Mieko Ukeseki (casada hoje com Mário Konishi, com quem mantém ateliê comum).

Cunha já foi núcleo indígena de cerâmica e conheceu também o trabalho das paneleiras, que faziam cerâmicas utilitárias (panelas, potes, bilhas, gamelas), herança ibérica. Delas, resta a mais expressiva e única representante, dona Benedita Olímpia, com mais de 90 anos, que aprendeu a arte desde criança com sua bisavó.

Lugares pra se conhecer em Cunha:

Ateliê Mieko e Mário

Ateliê Antigo Matadouro

Ateliê Suenaga e Jardineiro

Ateliê Augusto Campos e Lei Galvão

Postamos aqui, alguns dos vários ateliês de Cunha. Se você for, tire um tempo e conheça todos. O lugar é uma perdição pra quem gosta da arte cerâmica.

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