Cores e texturas marcam Design Week de Milão


Se a explosão de rosa não significava um símbolo de esperança na Design Week de Milão, ela veio então para mostrar a praticidade.  Ao expor cores delicadas, texturas elaboradas e o bem-estar doméstico, as empresas de design estão demonstrando uma compreensão realista do que é vendável. Não existe prova melhor dessa estratégia do que “Boas-vindas Inesperadas”, exposição da empresa holandesa Moooi.

Na época do boom, oito anos atrás,a Moooi declarou seu ponto de vista com uma escultura de 2,3 metros de um cavalo preto com um abajur brotando de sua cabeça. Neste ano, a companhia encheu um espaço cavernoso no bairro Tortona com objetos, velhos e novos, querendo ganhar o afeto de um público muito mais amplo. Colocados contra um pano de fundo com fotografias de moda e viagem do tamanho da parede, tecidos com estampas luxuosas roubaram o show.

Almofadas florais lembrando Josef Frank estavam ao lado de madeira verde brilhante na cadeira treliçada Taffeta, de Alvin Tjitrowirjo; já os armários Tudor de madeira ,de Joost van Bleiswijk e Kiki van Eijk, estavam recobertos com material com padrão folhoso formado por tiras finas de madeira. Com a ajuda da tecnologia contemporânea, até mesmo o mármore de Carrara pode fluir como tecido. O formato mais virtuoso esculpido em pedra no salão – e foi um grande ano para o mármore – era uma versão enorme da poltrona 1978 Proust, deAlessandro Mendini, criada pela italiana Robot City.

– A familiaridade da cadeira cria confiança,e na confiança encontramos o conforto – afirmou Ransmeier,um dos poucos norte-americanos a exibir em Milão.

E com as estruturas de ferro transformadas em linhas nodosas atenuadas,as mesas Officina,de Ronan e Erwan Bouroullec,para a Magis,pareciam esboços flutuantes.

– Às vezes o design é educado demais. A brutalidade vem do processo: você martela o ferro sem dó. Pobre ferro! – ressaltou Erwan Bouroullec.

Porém,um dos objetos de visual simples do salão talvez fosse o mais secreto: Boom. Boom,um alto-falante com Bluetooth em formato de bola branca desenvolvido por Mathieu Lehanneur – de Paris – para a Binauric, jovem empresa de áudio. Capaz de fazer muito mais coisas além de difundir o som, o aparelho é uma plataforma aberta lotada de tecnologia que permite gravar som, atuar como instrumento musical, jogo ou assumir uma série de outras funções, sem a necessidade de componentes adicionais. E, o mais importante,é muito fofo, veredito que Lehanneur aceitou com boa vontade:

– Minha intenção era fazer um objeto como uma fruta. Assim que você o coloca numa mesa, dá vontade de pegar. (Julie Lasky, The NewYork Times)

*Fonte: Vida e Estilo, Casa & Cia.

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Ana Paula Figueiredo

Ana Paula Figueiredo

Desenvolvedora de Conteúdo, Gerente e Social Media da Be Sense Media.

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